Mar. 18. 2026
As exportações da Fileira do Pinho atingiram cerca de 2,5 mil milhões de euros em 2025, crescendo 2% face ao ano anterior (55 milhões de euros), enquanto a fileira florestal registou uma quebra de 4%.
Num ano marcado por crescimento económico moderado na Europa e pela estabilização dos preços internacionais, após os níveis excecionais registados no período inflacionista recente, em 2025 as exportações nacionais de bens cresceram apenas 1% e a fileira florestal registou uma quebra de 4%.
No entanto, a Fileira do Pinho destacou-se pela sua resiliência, mantendo uma trajetória de crescimento e reforçando a sua atratividade nos mercados externos.
Com um peso de 3,2% nas exportações nacionais e representando cerca de 40% das exportações da fileira florestal, a Fileira do Pinho afirma-se como um dos principais pilares da economia exportadora nacional.
A evolução dos diferentes subsetores evidencia dinâmicas distintas, refletindo a exposição da fileira a múltiplas cadeias de valor. O segmento de papel para embalagem e cartão destacou-se com um crescimento de 13,8%, refletindo a recuperação da produção e circulação de bens na Europa, após a contração registada em 2023, num contexto em que a procura por soluções de embalagem continua a ser o principal motor do setor papeleiro. Também a madeira e a resina apresentaram desempenhos positivos, com crescimentos de 6,3% e 3,2%, respetivamente.
Por outro lado, os painéis de madeira registaram uma ligeira redução (-1,1%), em linha com a evolução do setor da construção na Europa e no mercado ibérico, que tem apresentado níveis de atividade moderados. Já os pellets registaram uma quebra significativa (-19,6%), refletindo a normalização do mercado europeu de bioenergia após os níveis excecionais observados durante a crise energética, bem como a redução da procura no segmento doméstico.
Para João Gonçalves, Presidente da Direção do Centro PINUS, “num contexto económico europeu exigente, a Fileira do Pinho voltou a demonstrar a sua resiliência. A diversidade de mercados e aplicações, desde a construção à embalagem, o que permite ao setor adaptar-se a diferentes ciclos económicos, atenuando impactos negativos e aproveitando oportunidades de crescimento.”
Divulgação através da LUSA com destaque em meios como o ECO, O Jornal Económico e Notícias ao Minuto.
Estes dados são apurados pelo Centro PINUS, a partir dos últimos indicadores de Comércio Internacional do INE (dados preliminares de 2025).